
A cada episódio do Sex and The City descubro que penso mais e mais como a Carrie.
A diferença é que eu sempre estou comprometida com um homem, e portanto, sempre sou menos realizada em meus mínimos desejos.
Os dias passam, a data do casamento chega, e cada vez mais eu sinto que casar é aprender a abrir mão. Abrir mão de um sapato pra comprar um lustre, não fazer aquela viagem do fim de semana e ter o ventilador de teto com paleta de plástico...e abrir mão de nossas prioridades!
Estou aprendendo também que os homens são seres egoístas. SIM, ELES SÃO!
Acho muito meigo e sincero os blogs das noivinhas falando do quanto lindos e maravilhosos são os homens com quem vão casar.
Mas isso é óbvio: se meu noivo não tivesse muito de lindo e maravilhoso não teria por que passar por esse stress que é o casamento.
Ficava deitada em minha cama box, emendando Grey´s Anatomy, com House, House com Sex And the City, Sex and the City com Desperate Housewives. Pro resto da vida. Com minha mãe trazendo torradinhas de alho, pastel doce e limonada. Pegava minha poupança e ia andar de bicileta e fazer windsurf no verão do leste europeu.
Mas todo homem que eu conheço tem um lado maravilhoso e um lado profundamente egoísta. As prioridades deles são urgentes e inadiáveis, e as prioridades do resto do mundo são “coisas chatas, que tomam meu tempo, e que não posso resolver agora”.
Felizmente o amor dá espaço para a chantagem emocional. E se tem uma coisa que sou, assumidamente, é dramática e manhosa.
Sinto-me um porre. Um porre daqueles bem enjoados, de catuaba selvagem com mel de abelha rainha.
Me chamem de louca, mas hoje não vejo a hora de tudo passar, festa, lua-de-mel, stress....
Só pra ficar de camiseta masculina, esparramada no meu novo sofá, em minha nova casa, assistindo um episódio antigo onde Carrie conclui que, simplesmente, não dá pra viver sem os homens.






