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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Eu e a Carrie Bradshaw


A cada episódio do Sex and The City descubro que penso mais e mais como a Carrie.
A diferença é que eu sempre estou comprometida com um homem, e portanto, sempre sou menos realizada em meus mínimos desejos.

Os dias passam, a data do casamento chega, e cada vez mais eu sinto que casar é aprender a abrir mão. Abrir mão de um sapato pra comprar um lustre, não fazer aquela viagem do fim de semana e ter o ventilador de teto com paleta de plástico...e abrir mão de nossas prioridades!

Estou aprendendo também que os homens são seres egoístas. SIM, ELES SÃO!
Acho muito meigo e sincero os blogs das noivinhas falando do quanto lindos e maravilhosos são os homens com quem vão casar.
Mas isso é óbvio: se meu noivo não tivesse muito de lindo e maravilhoso não teria por que passar por esse stress que é o casamento.
Ficava deitada em minha cama box, emendando Grey´s Anatomy, com House, House com Sex And the City, Sex and the City com Desperate Housewives. Pro resto da vida. Com minha mãe trazendo torradinhas de alho, pastel doce e limonada. Pegava minha poupança e ia andar de bicileta e fazer windsurf no verão do leste europeu.

Mas todo homem que eu conheço tem um lado maravilhoso e um lado profundamente egoísta. As prioridades deles são urgentes e inadiáveis, e as prioridades do resto do mundo são “coisas chatas, que tomam meu tempo, e que não posso resolver agora”.
Felizmente o amor dá espaço para a chantagem emocional. E se tem uma coisa que sou, assumidamente, é dramática e manhosa.

Sinto-me um porre. Um porre daqueles bem enjoados, de catuaba selvagem com mel de abelha rainha.

Me chamem de louca, mas hoje não vejo a hora de tudo passar, festa, lua-de-mel, stress....
Só pra ficar de camiseta masculina, esparramada no meu novo sofá, em minha nova casa, assistindo um episódio antigo onde Carrie conclui que, simplesmente, não dá pra viver sem os homens.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Se ansiedade matasse eu fundaria o cemitério das noivas!




Eu estou numa dúvida terrível: não sei se deveria ter me preocupado com as coisas de meu casamento a mais tempo, ou se quero que ele chegue logo e se acabem os preparativos, a correria, as indecisões, as opiniões e a ansiedade.

Ansiedade faz blog.
Ansiedade engorda.
Ansiedade emagrece.
Estressa, dá sono.

Ansiedade é como TPM, a gente pode pôr nela a culpa do que a gente quiser.

Eu não sei se não vejo a hora de casar, ou de me mudar, ou de acabar com essa correria, ou de deixar de ser nômade. Estou há um ano fazendo estágio de cigana: casa de mãe - casa de sogra, e quando achei que só dava pra ficar melhor que isso, agora os fornecedores caíram no meio do roteiro.

Tive um fim de semana de páscoa longe de tudo, e achei que minha noividade ia ficar em paz até descobrir outras noivas tão, mais e menos ansiosas do que eu. Puxar fila é fogo, a gente tem que fazer bonito...

E noiva tem ímã, nunca fui em um lugar onde houvesse uma noiva só, e dane-se a falar de casamento!!!
Ê lelê!

Até eu já estou me cansando as vezes...

Mas isso é só até o próximo fornecedor, e eu desato a falar tudo de novo!

Hehehehehe

Que chegue logo este bendito dia, pra eu voltar à culpar a pobre da TPM!!!