É um consenso geral.
Você pode ser católica apostólica romana, espírita, budista, evangélica, batista, testemunha de Jeová, mórmon, o que for. Convenhamos: padre que fala mais do que devia dá sono. É chato.
Lembro quando fomos fechar com nosso padre. Ele fez todo o patati-patatá que ia fazer no dia da cerimônia.
"Eu, Marla, aceito João, como meu legítimo esposo..."
E ele falava alto e freneticamente, como se estivesse diante do público, e nos pedia para repetir também freneticamente. E falava, e falava tanto, que João queria oferecer mais dinheiro, para ele falar menos. Mas eu não deixei, claro (até que seria uma boa idéia...)
Quando chegou no dia do casamento, parecia que o padre estava com sono, falava repuxaaaado.
Imagine você com bastante sono, comendo um alferes. Puuuuuuuuuuuuxa, e ele não vem. Boceja. Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuxa e ele não vem.
A questão é que para os noivos é tão emocionante, que costuma passar muito rápido. Mas eu via, no desânimo das pessoas, que o padre se prolongou demais.
Ele falou sobre o casamento onde Jesus transformou a água em vinho, ajudando a salvar o prestígio da festa, a pedido de sua mãe, Maria, blá blá blá...
Ainda havíamos convidado um amigo espírita - doutrina mais próxima de ser uma "crença" nossa - para proferir algumas palavras. Não é que ele havia escolhido a mesma história?
Mas ele foi curto, falou que o vinho que proveio da trasnformação, foi a última bebida a ser servida e a melhor. E que assim deveria ser o casamento: melhor e mais agradável, com o passar dos anos, o aumento do amor e admiração mútuos...
Achei a mensagem linda, mas uma coisa da qual me vanglorio até hoje foi do toque genético de maldade que existe em minha família.
Xô explicar.
Certa feita minha mãe me contou, que quando se casou com meu pai, avisou ao padre que não se estendesse além de 15 minutos. O padre riu, e ela disse: "se você passar dos quinze minutos, haverá conseqüências".
Pois foi dito e certo. Há pouco menos de 40 anos atrás, um casamento presenciado pela alta sociedade baiana foi interrompido com sussurros de amor, embalados por aquela famosa música francesa onde a mulher, entre gemidos, murmura: "Jet´aime", em alto e bom som...
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Pois no meu casamento não tivemos a ousadia de fazer como minha mãe.
Eu não queria chocar.
Mas meu amado irmão mais velho providenciou um show pirotécnico prematuro.
Ao invés de aguardar até a festa, onde os convidados não estariam embaixo dos toldos e poderiam ver tudo com maior clareza, ele soltou os fogos beeeem no meio da cerimônia.
E aposto que ele escolheu as girândolas, porque tinham mais tiros do que luzes e cor. Foi praticamente um tiroteio em protesto ao falatório. E o noivo caipira sorria, sarcástico, ao ver o pader atônito com a agradável surpresa...
Meu casamento foi, realmente, fora de série...
Ps: preciso falar de dona flor e seus dois maridos...
Você pode ser católica apostólica romana, espírita, budista, evangélica, batista, testemunha de Jeová, mórmon, o que for. Convenhamos: padre que fala mais do que devia dá sono. É chato.
Lembro quando fomos fechar com nosso padre. Ele fez todo o patati-patatá que ia fazer no dia da cerimônia.
"Eu, Marla, aceito João, como meu legítimo esposo..."
E ele falava alto e freneticamente, como se estivesse diante do público, e nos pedia para repetir também freneticamente. E falava, e falava tanto, que João queria oferecer mais dinheiro, para ele falar menos. Mas eu não deixei, claro (até que seria uma boa idéia...)
Quando chegou no dia do casamento, parecia que o padre estava com sono, falava repuxaaaado.
Imagine você com bastante sono, comendo um alferes. Puuuuuuuuuuuuxa, e ele não vem. Boceja. Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuxa e ele não vem.
A questão é que para os noivos é tão emocionante, que costuma passar muito rápido. Mas eu via, no desânimo das pessoas, que o padre se prolongou demais.
Ele falou sobre o casamento onde Jesus transformou a água em vinho, ajudando a salvar o prestígio da festa, a pedido de sua mãe, Maria, blá blá blá...
Ainda havíamos convidado um amigo espírita - doutrina mais próxima de ser uma "crença" nossa - para proferir algumas palavras. Não é que ele havia escolhido a mesma história?
Mas ele foi curto, falou que o vinho que proveio da trasnformação, foi a última bebida a ser servida e a melhor. E que assim deveria ser o casamento: melhor e mais agradável, com o passar dos anos, o aumento do amor e admiração mútuos...
Achei a mensagem linda, mas uma coisa da qual me vanglorio até hoje foi do toque genético de maldade que existe em minha família.
Xô explicar.
Certa feita minha mãe me contou, que quando se casou com meu pai, avisou ao padre que não se estendesse além de 15 minutos. O padre riu, e ela disse: "se você passar dos quinze minutos, haverá conseqüências".
Pois foi dito e certo. Há pouco menos de 40 anos atrás, um casamento presenciado pela alta sociedade baiana foi interrompido com sussurros de amor, embalados por aquela famosa música francesa onde a mulher, entre gemidos, murmura: "Jet´aime", em alto e bom som...
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Pois no meu casamento não tivemos a ousadia de fazer como minha mãe.
Eu não queria chocar.
Mas meu amado irmão mais velho providenciou um show pirotécnico prematuro.
Ao invés de aguardar até a festa, onde os convidados não estariam embaixo dos toldos e poderiam ver tudo com maior clareza, ele soltou os fogos beeeem no meio da cerimônia.
E aposto que ele escolheu as girândolas, porque tinham mais tiros do que luzes e cor. Foi praticamente um tiroteio em protesto ao falatório. E o noivo caipira sorria, sarcástico, ao ver o pader atônito com a agradável surpresa...
Meu casamento foi, realmente, fora de série...
Ps: preciso falar de dona flor e seus dois maridos...










