O grande dia está chegando.
Hoje é meu último dia no trabalho, e estou extremamente feliz.
Meu humor nem liga deu ter passado o dia fazendo telemarketing (que eu odeeeio e raras vezes me coagem pra fazer).
Quero tirar todas as xerox do mundo.
Me mandem ir em qualquer departamento, me mandem pro chão da fábrica lixar madeira ou aspirar pó.
Farei tudo mostrando meus dentes clareados.
Estou feliz.
Nunca tirei férias antes, nunca casei antes.
Não estou nervosa, nem estressada, nem neurótica.
Estou radiante!
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Meu 1 º casório na roça
Festa da empresa, ontem, organizada por mim.
Trabalho numa fábrica com 50 operários, e cerca de 15 funcionários de setor comercial/ administrativo.
Pois no escritório não consegui casar.
Meu noivo da roça, um funcionário menino-amarelo criado-por-vó jogando-gude-no-tapete e empinando-pipa-no-ventilador, do dep. comercial, ficou doente, atestado de 2 dias em casa.
Pra mim isso foi desculpa pra fugir da responsabilidade.
Nunca vi isso, largar mulher grávida no altar.
E toco a procurar, meu noivo caipira, entre os funcionários do escritório, que deram a idéia e me elegeram noiva.
Fui rejeitada por todos.
O coroa gerente de produção que ia ser meu pai na peça se candidatou.
"Não dá, você é o único na fábrica que tem idade pra ser pai dela."
Ele insistiu, mas ninguém deu bola.
Entre pôr refrigerante no gelo e arrumar as mesas, receber a banda, comecei a ficar procupada.
Chegava a hora do casório e nada de noivo.
Danei-me.
Desci pro chão de fábrica, no meio do pó de madeira e das máquinas pesadas e gritei:
"Quem quer casar, com Dona Baratinha, que tem véu plástico bolha e dinheiro na caixinha???"
(não compramos tule pro véu e no improviso virei a noiva-sedex)
Pois nem pisquei.
Dava pra fazer sorteio de noivo.
Escolhi o mais baixinho de todos, 1,45m.
A esta altura ele já havia aparecido de calça social e camisa de botão de mangas compridas
(o traje do operário pra festa da empresa, que gracinha!)
Noivo arranjado, problema solucionado.
Comi bastante pra conseguir estufar uma barriga de grávida.
Me embalei no plástico bolha, arranquei o sabão de côco que fazia suporte pras flores do arranjo da sala da casa de minha chefe, dei o braço pro gerente-pai, e adentrei o galpão.
E assim, casei pela primeira vez.
Trabalho numa fábrica com 50 operários, e cerca de 15 funcionários de setor comercial/ administrativo.
Pois no escritório não consegui casar.
Meu noivo da roça, um funcionário menino-amarelo criado-por-vó jogando-gude-no-tapete e empinando-pipa-no-ventilador, do dep. comercial, ficou doente, atestado de 2 dias em casa.
Pra mim isso foi desculpa pra fugir da responsabilidade.
Nunca vi isso, largar mulher grávida no altar.
E toco a procurar, meu noivo caipira, entre os funcionários do escritório, que deram a idéia e me elegeram noiva.
Fui rejeitada por todos.
O coroa gerente de produção que ia ser meu pai na peça se candidatou.
"Não dá, você é o único na fábrica que tem idade pra ser pai dela."
Ele insistiu, mas ninguém deu bola.
Entre pôr refrigerante no gelo e arrumar as mesas, receber a banda, comecei a ficar procupada.
Chegava a hora do casório e nada de noivo.
Danei-me.
Desci pro chão de fábrica, no meio do pó de madeira e das máquinas pesadas e gritei:
"Quem quer casar, com Dona Baratinha, que tem véu plástico bolha e dinheiro na caixinha???"
(não compramos tule pro véu e no improviso virei a noiva-sedex)
Pois nem pisquei.
Dava pra fazer sorteio de noivo.
Escolhi o mais baixinho de todos, 1,45m.
A esta altura ele já havia aparecido de calça social e camisa de botão de mangas compridas
(o traje do operário pra festa da empresa, que gracinha!)
Noivo arranjado, problema solucionado.
Comi bastante pra conseguir estufar uma barriga de grávida.
Me embalei no plástico bolha, arranquei o sabão de côco que fazia suporte pras flores do arranjo da sala da casa de minha chefe, dei o braço pro gerente-pai, e adentrei o galpão.
E assim, casei pela primeira vez.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O sonho da casa própria

(Sempre quis uma sala xadrez com piano de cauda e duas escadas que dão na porta principal)
O preço do mcdream-own-house é bem maior do que eu imaginei.
Há três fins de semana que o meu nome é faxina.
Minhas mãos estão despelando por causa dos produtos químicos, meu dedos doem de esfregar pano de chão e limpar espelhos de tomada e de interruptor de luz. Meu nariz coça por causa da poeira.
É um pó inquilino, sempre há mais um tiquinho pra tirar!
E ainda, pra completar, descobri semana passada que não posso tirar meus móveis da loja ainda.
Fiz a lista de casamento da Tok Stok, e pra ganhar meu bônus de 10% preciso esperar 45 dias.
Que se completarão no meu casório. Ou seja: até lá, nada de móveis. Só depois da lua-de-mel.
Em compensação, já tenho geladeira, torradeira, sanudicheira, máquina de lavar, microondas e fogareiro de acampamento.
Aí fomos no mercado, compramos pão, queijo, leite, sucrilhos, iogurte, danoninho, biscoitos, café, nescau, pipoca de microondas e miojo.
Minhas primeira compras de casa, que emocionante!
Não vejo a hora do fogão e forno chegarem, pra eu fazer compras de verdade.
Não vejo a hora de ter cadeiras, mesa, sofá, criado-mudo e aparador.
E visitas, sim, visitas para usar meu banheiro e reparar em meu vaso com tampa de acrílico!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
un pettit commentaire
assisti o filme
TUUUUUUUUUDO QUE EU PRECISAVAAA
sinto-me menos egoísta agora.
quando saí da sessão, meu melhor amigo havia me ligado.
retornei e disse: "tô tão feliz porque você não é heterooooo"
afinal, como se diz por aí, você não precisa discutir kant com kantkomi.
TUUUUUUUUUDO QUE EU PRECISAVAAA
sinto-me menos egoísta agora.
quando saí da sessão, meu melhor amigo havia me ligado.
retornei e disse: "tô tão feliz porque você não é heterooooo"
afinal, como se diz por aí, você não precisa discutir kant com kantkomi.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
101 minutos MEUS!!!

Tem uma coisa muito importante que aprendi em meus namoros. (Sim, sempre namorei, emendando um no outro, até o dia em que, finalmente, algo parece que vale para a vida toda.)
De vez em quando preciso de uma raivinha crescendo dentro de mim e aí acordo de novo pros valiosos ensinamentos sobre o universo masculino: para tolerar o egoísmo, precisamos de nossos momentos egoístas também.
Quanto mais egoísta, melhor o efeito.
Faltam apenas 16 dias para meu casório, e depois de muito me estressar, gastrite, dor de barriga constante, ataques de gula, acessos de nervosismo, re-encontrei a essência do bem-estar.
Em momento de crise, PARA TUDOO.
Parei e estou pensando em fazer algo que beneficie a mim. De preferência somente a mim e a ninguém mais em todo o universo (é complexo, afinal, até minha companhia beneficia alguém - ha ha ha).
Sem me importar com os outros, com o resto, com os planos, com todas as coisas que me enchem a cabeça a cada segundo do dia desde que comecei a jornada noivística.
Parei e me permito fazer o que EU quero.
EU, EU, EU, EU, EUUUU!!
Hoje vou acariciar meu ego, nada de starwars, nem senhor dos anéis, nem x-box 360, playstation5, miami vice, e derivados do universo masculino.
Vou assistir a uma comédia-romântica-sessão-da-tarde-água-com-açúcar e comer pipocas com refrigerante.
“O Melhor Amigo da Noiva”-101 minutos de puro egoísmo cinematográfico
Se não estivesse zerando meu saldo no banco com o casamento ia até considerar mandar fechar a sala do mutiplex pra mim, e levava o pijama e o travesseiro.
Que delícia!!!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Eu e a Carrie Bradshaw

A cada episódio do Sex and The City descubro que penso mais e mais como a Carrie.
A diferença é que eu sempre estou comprometida com um homem, e portanto, sempre sou menos realizada em meus mínimos desejos.
Os dias passam, a data do casamento chega, e cada vez mais eu sinto que casar é aprender a abrir mão. Abrir mão de um sapato pra comprar um lustre, não fazer aquela viagem do fim de semana e ter o ventilador de teto com paleta de plástico...e abrir mão de nossas prioridades!
Estou aprendendo também que os homens são seres egoístas. SIM, ELES SÃO!
Acho muito meigo e sincero os blogs das noivinhas falando do quanto lindos e maravilhosos são os homens com quem vão casar.
Mas isso é óbvio: se meu noivo não tivesse muito de lindo e maravilhoso não teria por que passar por esse stress que é o casamento.
Ficava deitada em minha cama box, emendando Grey´s Anatomy, com House, House com Sex And the City, Sex and the City com Desperate Housewives. Pro resto da vida. Com minha mãe trazendo torradinhas de alho, pastel doce e limonada. Pegava minha poupança e ia andar de bicileta e fazer windsurf no verão do leste europeu.
Mas todo homem que eu conheço tem um lado maravilhoso e um lado profundamente egoísta. As prioridades deles são urgentes e inadiáveis, e as prioridades do resto do mundo são “coisas chatas, que tomam meu tempo, e que não posso resolver agora”.
Felizmente o amor dá espaço para a chantagem emocional. E se tem uma coisa que sou, assumidamente, é dramática e manhosa.
Sinto-me um porre. Um porre daqueles bem enjoados, de catuaba selvagem com mel de abelha rainha.
Me chamem de louca, mas hoje não vejo a hora de tudo passar, festa, lua-de-mel, stress....
Só pra ficar de camiseta masculina, esparramada no meu novo sofá, em minha nova casa, assistindo um episódio antigo onde Carrie conclui que, simplesmente, não dá pra viver sem os homens.
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