segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mudando de vizinhança

Eu sempre morei no mesmo lugar.
Nunca me mudei – só temporariamente – conheço só de longe o terror da mudança. E agora me vejo frente a uma mudança que me tira da “casa, comida e roupa lavada” e me torna “casa, comida e roupa lavada”.
Meus amigos de infância moram no meu bairro, que é também onde ficam minha escola, meu ballet, meu inglês, meu salão de beleza a padaria favorita e o shopping querido onde gastei tantas tardes de minha adolescência. Até a minha faculdade fica a 2 km de minha casa.
E agora vem a globalização do meu mundo. Vou migrar. Sairei de um país natal para um território hostil, desconhecidos, cujas relações diplomáticas com o meu são ainda incertas.
Virão novas ruas, novos nomes de prédios, novo salão de beleza, nova padaria, nova escola de dança, e principalmente novos vizinhos.
Vou do Oiapoque ao Chuí.
Felizmente, tenho me familiarizado com a área.
E os “Chuíanos” são um povo hospitaleiro, estão ansiosos por minha chegada. [É sim, isso mesmo – padrinho se escolhe, vizinhos vêm de brinde ]
Tirando o drama, eu sempre busquei novas casas em outros países.
Talvez seja a hora de encontrar o meu lar.

4 comentários:

- Literatura e Música - disse...

Alphaville?

Roberta disse...

eu tava pronta pra falar sobre o dramalhão 'oiapoque ao chuí' qdo tu falou 'tirando o drama'...
ó, marla margarida, mas e se o pão da padaria nova não for tão bom qto o da velha?
ó cééééusssss!
hehehehehe

Mi disse...

É sim, amiga!
E nem vai pra tão longe assim...
Deixa de coisa! Rsrs

lu aith disse...

Com isso eu não sofri nadinha!
Fui de um bairro ótimo para um maravilhoso, rss