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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Visita à casa




A semana está sendo muito puxada. Depois de passar o fim de semana viajando e trabalhando, visitas consecutivas à fornecedores de casamento tomam-me o tempo. Ontem foi o dia de visitar a casa onde será a cerimônia, casa esta onde passei férias douradas, fins-de-semana de intensa liberdade e contato com a natureza, onde comemorei os mais esperados aniversários de infância, casa que é o legado da família Barata agora ameaçado pela violência dos tempos modernos.

Sempre soube que um dia casaria ali.
E voltar ontem, depois de tanto tempo, vendo a casa abandonada por nós pelos infortúnios provocados pelo crime, foi ver como ela resiste, impávida.
A casa tem alma própria, e reflete cada dia de felicidade vivido ali.
Ela estava ainda mais bonita. A grama frondosa se estendia por todo o terreno. Sem as marcas de pneus de carros entrando e saindo diariamente, era um tapete para os cães saltitantes que comemoravam a imensa vida que toma conta da casa. Os pilares também estavam vivos, abraçados por imensas plantas de folhas magnificentes. Eu já havia me esquecido a quão viva era minha casa!

Confesso que me emocionei. Fui imaginando cada cena da cerimônia e da festa acontecendo.
Me vi entrando nave adentro, em direção ao altar.
Vi meus amados convidados bebendo e dançando, meus primos me abraçando, meus padrinhos rindo alto e contando as mesmas histórias que já sei, e que não me canso de ouvir contarem...
Pude ver até vislumbrar meu pai na ponta da varanda, já esquecido do alto investimento que o incomodou durante os meses de preparação, e com um sorriso de anfitrião que toda noiva sonha ver nos lábios do pai no dia D. (ou C, sei lá)

Os comentários de meus acompanhantes só enalteceram a casa que tanto amo.
Confirmei: escolhi a casa perfeita para o tema perfeito. Ganhei um novo gás para continuar.
Tudo isto vai valer a pena.