A semana está sendo muito puxada. Depois de passar o fim de semana viajando e trabalhando, visitas consecutivas à fornecedores de casamento tomam-me o tempo. Ontem foi o dia de visitar a casa onde será a cerimônia, casa esta onde passei férias douradas, fins-de-semana de intensa liberdade e contato com a natureza, onde comemorei os mais esperados aniversários de infância, casa que é o legado da família Barata agora ameaçado pela violência dos tempos modernos.
Sempre soube que um dia casaria ali.
E voltar ontem, depois de tanto tempo, vendo a casa abandonada por nós pelos infortúnios provocados pelo crime, foi ver como ela resiste, impávida.
A casa tem alma própria, e reflete cada dia de felicidade vivido ali.
Confesso que me emocionei. Fui imaginando cada cena da cerimônia e da festa acontecendo.
Vi meus amados convidados bebendo e dançando, meus primos me abraçando, meus padrinhos rindo alto e contando as mesmas histórias que já sei, e que não me canso de ouvir contarem...
Os comentários de meus acompanhantes só enalteceram a casa que tanto amo.
Confirmei: escolhi a casa perfeita para o tema perfeito. Ganhei um novo gás para continuar.
