Só foi segunda porque a noiva tem que ser a primeira, né?
Bom, minha festa contou também com personagens folclóricos. Que eu me lembre agora, Johnny West, Indiana Jones, Lampião, Maria Bonita e Dona Flor pintaram por lá. Infelizmente meu foógrafo não os registrou todos, mas o parêntese foi mesmo pra Dona Flor - que arrumou dois maridos pra festa.
Minha mãe sabia que mãe da noiva só não pode sobressair mais que a noiva, mas queria arrasar.
Pensou em encarnar a Viúva Porcina, e um dia chegou da rua com todos as texturas vermelhas que achou: veludo, caça, renda, crepe, seda, lantejoulas e tudo mais. E decidiu que seu vestido ia ser um mostruário de loja de tecidos do interior.
O modelo ela sabia de cor, e seria um desbunde. Perdeu 4 quilos ara ficar perfeita em seu traje caipira-chique, e uma coisa posso dizer: ela foi o ícone que melhor traduziu o significado da expressão. Ela era A caipira-chique. Um toque de glamour, um toque de exagero, um toque de cafonice, e muito vermelho.
Quando ela me mostrou o vestido pronto eu não sabia o que dizer. Assustadoramente caipira-fashion-purpurinado. E ver minha mãe sentada bordando as lantejoulas, num esforço único para incorporar sua personagem, me inspirou.
Como o pai do noivo era falecido, quem a acompanharia seria o padrinho do noivo. Mas na intenção, de homenagear o irmãos, e para complementar a novela, optamos por ambos, entrando com ela, no mais glamouroso estilo Dona Flor e seus dois maridos.
Aí, na foto, a personagem em sua completude, adentrando a nave, na cerimônia:
